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  • Sabores Urbanos

Aconteceu comigo e com muita gente... surgiu a oportunidade!

Estou em Dublin desde o início do ano passado. Eu trabalhava em um restaurante de ‘cozinha misturada’, com pratos franceses, italianos, asiáticos... Estamos em setembro e estou indo para sétimo mês parado, o restaurante fechou as portas e ainda não abriu. Durante seis meses, a empresa de catering me pagou, mas, há alguns dias, anunciou o afastamento dos funcionários devido ao lockdown. Fechou muita coisa aqui.


Quando eu comecei a trabalhar, eu tinha o objetivo de me tornar um chef. Como minha experiência no Brasil era em lancherias, entrei no restaurante limpando a cozinha, recebendo mercadoria e organizando o estoque. A meta era ser o melhor profissional naquele setor para eu conseguir chegar a chef dessa mesma cozinha. E foi o que aconteceu em quatro meses: o chef me convidou para atuar na cozinha.


No início foi difícil, muita pressão, essa cozinha servia em torno de 300 refeições. Eu estava aprendendo muita coisa nova e o meu inglês não tinha a fluência que eu necessitava. Mas, fui me adaptando e fiz o possível para não errar. Pq como no motor de um carro, se uma peça vai mal afeta todo o funcionamento. Somos muito cobrados pelos chefs que estão acima de nós.


Enfim, depois do período de adaptação, quando comecei a automatizar algumas coisas, pois na cozinha o tempo certo é muito importante, eu estava super bem, mas veio a pandemia. Pegou todos de surpresa. Quando eu faria o curso para subir mais um degrau na empresa, um curso de dois anos, formação de chefe, não consegui dar sequência a essa nova etapa. Como todos, fiquei um período em casa e tive a ideia de fazer algo para continuar cozinhando. Eu e um amigo estamos fazendo hambúrguer para tele-entrega: o NoMadLads Burger.


Curioso, deu muito certo. A galera está gostando e já pensamos em dar continuidade no negócio. A crise gerou uma baita oportunidade pra mim. Está muito legal o retorno. Todo mundo adora. A única coisa certa é que temos que continuar trabalhando e olhando pra frente. E sendo sempre resiliente.



Texto e foto: Nomadlad chef Pablo Fronza

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