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Probióticos: agentes promotores da saúde


A busca pela qualidade de vida e a relação entre alimentação balanceada e promoção da saúde tem estimulado a procura por alimentos saudáveis. A alimentação saudável fornece fontes de micro e macro nutrientes necessários para o funcionamento adequado do organismo. Porém, nas últimas décadas, o alimento deixou de ter apenas a função nutricional básica e passou a ser considerado como fonte de proteção à saúde.


Certos alimentos podem estimular o metabolismo, melhorando o funcionamento do organismo, prevenindo o surgimento de determinadas doenças e proporcionando o bem-estar aos indivíduos. Nesse contexto, destacam-se os produtos probióticos, que são microrganismos vivos que quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do consumidor. Os principais probióticos pertencem aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium, que fazem parte da microbiota nativa do intestino humano.


Os probióticos auxiliam no equilíbrio da flora intestinal, estimulando o trato gastrointestinal e a imunidade sistêmica. Ao fortalecer esta importante parte do sistema digestivo, os probióticos ajudam no combate das seguintes disfunções: Diarreia induzida por antibióticos, Infecções do trato urinário, Candidíase vaginal e Vaginose bacteriana, Eczema, Alergias alimentares, Câncer, Síndrome do cólon irritável, Doença inflamatória intestinal, Colite ulcerativa, Doença de Crohn, Diarreia do viajante, Intolerância à lactose, entre outros.


Para que os probióticos possam exercer seu efeito benéfico para a saúde humana, existe uma recomendação diária do seu consumo. Um alimento vendido com alegações probióticas, deve conter um número de células viáveis de culturas probióticas de, pelo menos, 106 a 107 UFC g-1. No Brasil, a legislação recomenda 108-109 UFC na recomendação diária do produto pronto para consumo, porém, valores menores podem ser aceitos, desde que a eficácia seja comprovada pela empresa.


Portanto, as culturas probióticas têm se constituído numa ferramenta para o desenvolvimento de novos produtos, movimentando, assim, este mercado tão promissor. No Brasil, a variedade de produtos contendo probióticos ainda é pequena, estando concentrada principalmente no setor de lácteos, sendo ainda incipiente para as demais matrizes alimentícias, o que demonstra o grande potencial para novos produtos.


Professor Dr. Cristiano Ragagnin de Menezes

Curso de Pós Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos

Universidade Federal de Santa Maria

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